Somos MULTIPOTENCIAIS ou PÓS-MODERNOS ?


Ou os dois?

Quem nunca? Quem nunca se viu no dilema de fazer um curso longo, casar ou comprar uma casa (em loooongo financiamento) numa dada cidade e por instantes que pareciam eternidade, imaginou-se preso num casamento, carreira tediosa ad infinitum ou comprometendo viagens em função da casa que come boa parte do orçamento, tendo que abdicar portanto das oportunidades futuras (aquelas que nem sequer surgem num horizonte distante).

Sinceramente, quase todos os dias.

E, entre sonhos idealizados e a vontade de abraçar o mundo (ou melhor, o universo. Ou melhor, o multiverso), nós, multipotenciais, construímos uma centena de casinhas pela metade no espaço-tempo da nossa vida.

Eis, os sintomas dos homens e mulheres da pós-modernidade (ou, como o grande Zigmunt Bauman dizia, da modernidade líquida): querem tudo, terminam pouca coisa, nunca estão satisfeitos. Seres cuja felicidade está no processo de buscá-la, ao invés de, enfim, conseguí-la: e, se isto acontece e dura um pouco mais, a felicidade perde a graça e o tédio se instala até a nova busca começar (ah, sim, eu já citei também o pavor de esperar algo/alguém por 15 minutos??? ).

Pondé, neste vídeo abaixo, aborda muito bem o tema.

Link: https://www.youtube.com/watch?v=58MMs5j3TjA


Como comenta Pondé, um dos absurdos da nossa era moderna líquida também é o fato de precisarmos de especialistas para tudo (inclusive para encontrar o melhor especialista no que precisamos). Seria um sintoma, esta explosão de gurus e "couch" disto e daquilo?

E você: caso, és um multipotencial também? Quais suas dores e delícias de ser o que é?


E você: o que acha do tema?

Multipotencialidade e modernidade líquida serão temas recorrentes aqui no blog. Portanto, não é possível esgotá-lo em um único post.




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